quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Programação da 2ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas
2a. MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS
LOCAL: Praça do Patriarca – das 10:00 às 18:00h
ABERTURA
DIA 10/12/07 - segunda-feira
14 h – Concentração em frente ao Teatro Municipal
15 h – Saída do Cortejo para Praça do Patriarca
16 h – Homenagem ao Diretor Amir Haddad
17 h – Apresentação do Grupo TÁ NA RUA
DIA 11/12/07 – Terça-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Os Itinerantes O Desejo de Catirina
12:00 Algazarra Teatral Auto do casal lusitano Maria e Manuel
14:00 Cia. Do Miolo Ao Largo da Memória
16:00 Pombas Urbanas Histórias para serem contadas
18:00 Circo Fractais Palhaçadas
DIA 12/12/07 – Quarta-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Cia São Jorge de Variedades O Santo guerreiro e o Herói desajustado
12:00 Teatro da Pateticidade Pois é...
14:00 Valdeck de Garanhuns Simão e o boi Pintadinho
16:00 Cia Cristal Cordéis da Cristal
18:00 Circo e Cia O maior inspetáculo da Terra
DIA 13/12/07 – Quinta-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Teatro de Rocokóz Um show de variedades Palhacísticas
12:00 Circo Navegador Om co tô? Quem co sô? Prom co vô?
14:00 Núcleo Brava Companhia A Brava
16:00 Cia. As Graças Noite de Reis
18:00 Mamulengo da Folia As Pelejas de Benedito com o Boi Surubim na fazenda do Coronel Libório
DIA 14/12/07 – Sexta-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Cia. Farandôla Troupe Que Palhaçada
12:00 Trupe Olho da Rua Arrumadinho
14:00 Buraco d’Oráculo A farsa do bom enganador
16:00 Cia. Raso da Catarina Sarau do Charles
18:00 Dolores boca aberta mecatrônica de Artes Sombras dançam neste incêndio
ENCERRAMENTO
LOCAL: POMBAS URBANAS – CIDADE TIRADENTES
HORA
13:00
Chegada de (todos) os grupos participantes da mostra e convidados ao Centro Cultural Arte em Construção (Pombas)
14:00
Preparação dos Grupos e convidados para o cortejo pelas ruas doBairro Cidade Tiradentes
15:00
Início do Cortejo
16:30
Confraternização
LOCAL: Praça do Patriarca – das 10:00 às 18:00h
ABERTURA
DIA 10/12/07 - segunda-feira
14 h – Concentração em frente ao Teatro Municipal
15 h – Saída do Cortejo para Praça do Patriarca
16 h – Homenagem ao Diretor Amir Haddad
17 h – Apresentação do Grupo TÁ NA RUA
DIA 11/12/07 – Terça-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Os Itinerantes O Desejo de Catirina
12:00 Algazarra Teatral Auto do casal lusitano Maria e Manuel
14:00 Cia. Do Miolo Ao Largo da Memória
16:00 Pombas Urbanas Histórias para serem contadas
18:00 Circo Fractais Palhaçadas
DIA 12/12/07 – Quarta-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Cia São Jorge de Variedades O Santo guerreiro e o Herói desajustado
12:00 Teatro da Pateticidade Pois é...
14:00 Valdeck de Garanhuns Simão e o boi Pintadinho
16:00 Cia Cristal Cordéis da Cristal
18:00 Circo e Cia O maior inspetáculo da Terra
DIA 13/12/07 – Quinta-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Teatro de Rocokóz Um show de variedades Palhacísticas
12:00 Circo Navegador Om co tô? Quem co sô? Prom co vô?
14:00 Núcleo Brava Companhia A Brava
16:00 Cia. As Graças Noite de Reis
18:00 Mamulengo da Folia As Pelejas de Benedito com o Boi Surubim na fazenda do Coronel Libório
DIA 14/12/07 – Sexta-feira
HORA GRUPO ESPETÁCULOS
10:00 Cia. Farandôla Troupe Que Palhaçada
12:00 Trupe Olho da Rua Arrumadinho
14:00 Buraco d’Oráculo A farsa do bom enganador
16:00 Cia. Raso da Catarina Sarau do Charles
18:00 Dolores boca aberta mecatrônica de Artes Sombras dançam neste incêndio
ENCERRAMENTO
LOCAL: POMBAS URBANAS – CIDADE TIRADENTES
HORA
13:00
Chegada de (todos) os grupos participantes da mostra e convidados ao Centro Cultural Arte em Construção (Pombas)
14:00
Preparação dos Grupos e convidados para o cortejo pelas ruas doBairro Cidade Tiradentes
15:00
Início do Cortejo
16:30
Confraternização
sábado, 17 de novembro de 2007
Edital 2ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas
MOVIMENTO DE TEATRO DE RUA DE SÃO PAULO
O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, torna público que no período de 12 de novembro de 2007 a 23 de novembro de 2007, estará recebendo em sua sede, situado à Rua Conselheiro Crispiniano, Nº 344, 3º andar – sala 305 – CEP 01037-908, cidade de São Paulo / Capital, das 9:00h às 17:00, de segunda a sexta-feira, inscrições de propostas dos interessados em participar do “2ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas", que acontecerá de 10 a 15 de dezembro, na Praça do Patriarca – centro, São Paulo, seguindo os dispositivos deste Edital de Chamamento.
1 – O EDITAL
1.1 - O presente edital de chamamento tem por intuito receber projetos específicos de espetáculos de teatro rua para compor a mostra acima mencionada que será realizada no período de 10 a 15 de dezembro 2007.
1.2– Receberemos somente projetos de apresentação de espetáculos teatrais que tenham linguagem específica voltada para a rua.
1.3 – Faz-se necessário frisar, que a Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas é uma ação dos coletivos teatrais voltados para encenação na rua, organizados no Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, e que os participantes convidados arcarão com todas as suas despesas. Havendo entrada de recursos os grupos serão comunicados pela organização da Mostra, que informará os procedimentos necessários.
1.4 - Para a realização da mostra serão convidados no máximo 20 espetáculos apresentados por grupos que residem no Estado de São Paulo e comprovem trabalhos há no mínimo dois anos.
2 – PARTICIPAÇÃO
2.1 – Só será aceita a inscrição de um espetáculo por grupo. 3 - INSCRIÇÕES
3.1 - No ato da inscrição o grupo deverá apresentar um projeto suscinto, contendo as seguintes informações:
I – Ficha de Inscrição:
a) Nome do Grupo
b) Nome do representante do grupo, com endereço e contato completo.
c) Nome do espetáculo, com sinopse e ficha técnica.
d) Duração e faixa etária.
e) Tempo de montagem e desmontagem, e necessidades técnicas.
f) Breve histórico do grupo e concepção da montagem.
g) Outras informações que julguem necessárias
h) 3 fotos do espetáculo em alta resolução(300dpi)
3.2 – Caso haja captação de recursos os grupos participantes deverão apresentar:
I – Dados da empresa proponente
II – declaração da empresa proponente de que conhece e aceita incondicionalmente as regras do presente edital de chamamento, e que se responsabiliza pelo projeto por ela assinado;
III – declaração do grupo indicando a empresa proponente;
IV – declaração firmada por todos os demais envolvidos na ficha técnica concordando em participar do projeto e afirmando que conhecem e aceitam os termos do presente Edital de Chamamento;
3.3 - Neste caso, a inscrição será refeita e assinada pelo proponente.
4 - AVALIAÇÃO
4.1 - O Avaliação dos projetos daqueles que irão compor a mostra será realizada pela organização da mesma, que terá como objetivo maior: cumprir integralmente este edital.
5.2 - A Organização da Mostra terá como critérios para avaliação dos projetos: 1) o histórico artístico do grupo; 2) diversificação de linguagem cênica para apresentação na Rua; 3) viabilidade técnica.
5 – CONVITE
5.1 – Os grupos participantes da Mostra de Teatro de Rua “Lino Rojas”, assinará uma carta convite da qual se comprometem a cumprir sua participação na Mostra acima referida de acordo com este edital de chamamento.
5.2 - As responsabilidades civis, penais, comerciais, e outras advindas de utilização de direitos autorais e/ou trabalhista é de total responsabilidade do grupo participante.
6 - DISPOSIÇÕES FINAIS
6.1 - Quaisquer esclarecimentos sobre este Edital de Chamamento devem ser obtidos junto à Organização do Mostra de Teatro de Rua “Lino Rojas”, realizado pelo Movimento de Teatro de Rua de São Paulo
Movimento de Teatro de Rua de São PauloSão Paulo, 06 de novembro de 2007
Telefone (11) 8188-3670 / 9929-4036
Email: mtr.saopaulo@gmail.com
O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, torna público que no período de 12 de novembro de 2007 a 23 de novembro de 2007, estará recebendo em sua sede, situado à Rua Conselheiro Crispiniano, Nº 344, 3º andar – sala 305 – CEP 01037-908, cidade de São Paulo / Capital, das 9:00h às 17:00, de segunda a sexta-feira, inscrições de propostas dos interessados em participar do “2ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas", que acontecerá de 10 a 15 de dezembro, na Praça do Patriarca – centro, São Paulo, seguindo os dispositivos deste Edital de Chamamento.
1 – O EDITAL
1.1 - O presente edital de chamamento tem por intuito receber projetos específicos de espetáculos de teatro rua para compor a mostra acima mencionada que será realizada no período de 10 a 15 de dezembro 2007.
1.2– Receberemos somente projetos de apresentação de espetáculos teatrais que tenham linguagem específica voltada para a rua.
1.3 – Faz-se necessário frisar, que a Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas é uma ação dos coletivos teatrais voltados para encenação na rua, organizados no Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, e que os participantes convidados arcarão com todas as suas despesas. Havendo entrada de recursos os grupos serão comunicados pela organização da Mostra, que informará os procedimentos necessários.
1.4 - Para a realização da mostra serão convidados no máximo 20 espetáculos apresentados por grupos que residem no Estado de São Paulo e comprovem trabalhos há no mínimo dois anos.
2 – PARTICIPAÇÃO
2.1 – Só será aceita a inscrição de um espetáculo por grupo. 3 - INSCRIÇÕES
3.1 - No ato da inscrição o grupo deverá apresentar um projeto suscinto, contendo as seguintes informações:
I – Ficha de Inscrição:
a) Nome do Grupo
b) Nome do representante do grupo, com endereço e contato completo.
c) Nome do espetáculo, com sinopse e ficha técnica.
d) Duração e faixa etária.
e) Tempo de montagem e desmontagem, e necessidades técnicas.
f) Breve histórico do grupo e concepção da montagem.
g) Outras informações que julguem necessárias
h) 3 fotos do espetáculo em alta resolução(300dpi)
3.2 – Caso haja captação de recursos os grupos participantes deverão apresentar:
I – Dados da empresa proponente
II – declaração da empresa proponente de que conhece e aceita incondicionalmente as regras do presente edital de chamamento, e que se responsabiliza pelo projeto por ela assinado;
III – declaração do grupo indicando a empresa proponente;
IV – declaração firmada por todos os demais envolvidos na ficha técnica concordando em participar do projeto e afirmando que conhecem e aceitam os termos do presente Edital de Chamamento;
3.3 - Neste caso, a inscrição será refeita e assinada pelo proponente.
4 - AVALIAÇÃO
4.1 - O Avaliação dos projetos daqueles que irão compor a mostra será realizada pela organização da mesma, que terá como objetivo maior: cumprir integralmente este edital.
5.2 - A Organização da Mostra terá como critérios para avaliação dos projetos: 1) o histórico artístico do grupo; 2) diversificação de linguagem cênica para apresentação na Rua; 3) viabilidade técnica.
5 – CONVITE
5.1 – Os grupos participantes da Mostra de Teatro de Rua “Lino Rojas”, assinará uma carta convite da qual se comprometem a cumprir sua participação na Mostra acima referida de acordo com este edital de chamamento.
5.2 - As responsabilidades civis, penais, comerciais, e outras advindas de utilização de direitos autorais e/ou trabalhista é de total responsabilidade do grupo participante.
6 - DISPOSIÇÕES FINAIS
6.1 - Quaisquer esclarecimentos sobre este Edital de Chamamento devem ser obtidos junto à Organização do Mostra de Teatro de Rua “Lino Rojas”, realizado pelo Movimento de Teatro de Rua de São Paulo
Movimento de Teatro de Rua de São PauloSão Paulo, 06 de novembro de 2007
Telefone (11) 8188-3670 / 9929-4036
Email: mtr.saopaulo@gmail.com
Carta de Adesão

O teatro de rua tem sido um símbolo de resistência artística ao longo dos anos, que pode não só comunicar e dar algum sentido, como também propor uma nova razão de uso do espaço público aberto, que não seja a simples ocupação do solo, e sim a criação de um local de convívio social em busca de uma melhor cidadania.
O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR/SP) teve sua gênese em 2002 com a união de grupos na “Ação Cultural Se essa Rua Fosse Minha” e sua consolidação no ano seguinte com a realização do I Seminário de Teatro de Rua e da I Overdose de Teatro de Rua. Depois vieram três seminários e mais três Overdoses de Teatro de Rua, além de uma temporada de teatro de rua, que definiu a Praça do Patriarca como espaço fixo a esta manifestação. Depois dessas ações e de muitos encontros os grupos interessados em debater temas pertinentes às especificidades da arte de rua vem crescendo.
O MTR/SP tem apresentado propostas que possibilitam o desenvolvimento de reflexões sobre o teatro de rua em âmbito municipal, estadual e nacional. Os artistas da rua defendem a valorização dos espaços públicos abertos como local de criação, expressão e encontros, compreendendo que assim esse espaço torna-se um ambiente propício à ampliação da cidadania de quem com ele se relaciona, permitindo a fruição da arte e fazendo com que a rua deixe de ser mero corredor de passagem e passe a ser um espaço de troca entre o homem que a ocupa e a prática artística.
Em 2006 foi realizada a 1ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas na Praça do Patriarca, na ocasião homenageamos o eterno amigo Lino Rojas, peruano de nascimento e brasileiro de paixão e profissão. A Mostra recebeu seu nome por ser um dos pioneiros na pesquisa e na produção de teatro de rua na cidade de São Paulo. A Mostra é uma oportunidade para os grupos mostrarem suas produções, ampliar a diversidade cultural de São Paulo e permite também a troca artística entre seus fazedores, daí sua importância no calendário cultural paulistano.
O MTR/SP entende que a circulação dos grupos de teatro de rua é de fundamental importância para o público, para os grupos e para a existência dessa arte, por isso reivindica do poder público municipal a publicação de uma Lei para a circulação do Teatro de Rua e a implantação de um corredor cultural, que possibilitará o acesso aos espectadores, levando-os a reflexão, permitindo a diversão e o sonhar, além de tornar a nossa cidade mais bela com o colorido dos artistas da rua.
Procuramos agregar diferentes grupos e companhias de teatro de rua, pensadores e afins que tenham por objetivo a construção de políticas públicas permanentes, de maneira a garantir a continuidade de pesquisa, produção e circulação do teatro de rua nessa cidade.
Movimento de Teatro de Rua de São Paulo
Para a sua declaração de apoio a este movimento ou adesão a este documento (movimentos, grupos e pessoas) entre em contato, pois o mesmo será entregue as autoridades:
mtr.saopaulo@gmail.com
Fone: 6621-8280 / 8188-3670 / 9929-4036 / 9728-4688
sexta-feira, 13 de julho de 2007
TEXTO DE ALEXANDRE MATE
O texto abaixo foi escrito para o informativo do Movimento de Teatro de Rua e está publicado no nº 2.
COM QUANTOS LA-LAUS SE FARIA UM PALCO LEGAL?!
Por Alexandre Mate[1]
Fiz ranger as folhas de jornal, abrindo-lhes as pálpebras piscantes,
E logo
De cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora,
Perseguindo-me até em casa (...)
O mar da história é agitado.
Wladimir Maiakovski.
E então, que quereis?
Alguém tem idéia, de fato, da população da cidade de São Paulo? Quantos somos? Quantas pessoas circulam pelas ruas, avenidas, jardins, praças... da incalculável malha de circulação e, também, viária da cidade? Quantos Severinos buscando uma vida mais digna e humana – apesar dos horrores de injustiça que caracterizam o país; e nele, as grandes cidades –, chegam, por dia, à metrópole? Quantos grupos de teatro da cidade: dos ‘centros às periferias’ apresentam-se tanto nos espaços de representação como nos redimensionados para esse fim? Como terminaria Brecht em um de seus poemas: ‘Tantas histórias. Tantas questões.’
Considerando a imensa população da cidade, e nela tantos a dedicarem-se à prática teatral, seria de esperar que os espaços de representação, de certo modo, fossem proporcionais aos interesses do conjunto de sujeitos interessado nessa linguagem. Afinal, como apregoa a ideologia oficial, tratar-se-ia de uma demanda de mercado: lei de oferta e de procura. Infelizmente, e desde sempre, não é disso que se trata. Manter um espaço institucionalizado, como se sabe, é muito mais difícil do que sua construção. Mas se é difícil a um Estado incompetente e descomprometido com as demandas sociais, tanto criar como manter espaços consagrados aos mais diversos e essenciais serviços à população (e ao ler-se os programas políticos dos partidos pode-se ter uma dimensão, para além da incompetência das tantas mentiras neles impressas), seria ‘natural’ pensar: Bem, o Estado não consegue construir ou manter os espaços prometidos, mas, do mesmo modo, seria ‘natural’ que ele facilitasse aos interessados, a criação desses espaços!
Não é disso, entretanto, que se trata! Ao contrário, para um Estado em que tantas são as promessas em discursos e em palavras impressas apenas, trata-se de impedir, de todos os modos, que a população se reúna para preencher as infinitas lacunas e descompromissos desse Estado.
Senão vejamos: não há teatros suficientes para a quantidade de artistas e postulantes ao trabalho teatral. Construir certos espaços não dá votos! Melhor, então, construir grandes avenidas e tribunais pomposos, cujo metro quadrado é caro, mas, afinal, são edificações necessárias à manutenção de certas práticas necessárias a... Mas não é conveniente discutir esse assunto aqui! Como dizia acima, não há teatros suficientes, mas há uma incalculável malha de circulação de pedestres na cidade. Ótimo, basta apenas, que se marque, de alguma e qualquer forma, no chão uma, e sempre transponível, marca no chão para o fenômeno teatral acontecer... Na cidade de São Paulo as coisas não são tão fáceis assim não! Pensando o quê?! Os legisladores, segundo a propaganda, ‘da maior e mais importante cidade do país’, estão aí para descumprir com suas responsabilidades? Deixar flancos para que a população reconhecesse sua incompetência? Na-na-ni-na-não!!! Ambulantes não têm áreas específicas demarcadas para o seu trabalho? Não são concedidos alvarás exarados por tanta gente séria nos setores da Prefeitura? Os fiscais não têm a incumbência de coibir os excessos e as ilegalidades, cumprindo a lei? Então? Tudo funciona! A produção dos artistas de rua, também! A cidade é grande, mas quem quiser usar metros quadrados da tão conservada e progressista cidade precisa tirar um alvará e pagar por esse uso! Afinal, a cidade é de todos! Imposto? Então, os exorbitantes impostos recolhidos pelo Estado, destinam-se a outros setores: educação, saúde, previdência, transporte... Então, tudo isso não tem funcionado?
Que grande tristeza à nossa volta! Esse estado de calamidade e de descaso caracteriza o caos, a desumanização, a bandidagem, a corrupção..., mas não os salários dos políticos. É polícia batendo em sem-teto: que insiste em invadir prédios abandonados; em professores: que reivindicam melhores salários e condições de trabalho; em estudantes: que lutam contra o aumento da passagem; em torcedores de futebol: que querem que os jogos sejam disputados mais cedo; em artistas de rua: que usam o espaço público sempagar.
Assim como qualquer cidadão, os artistas de rua, sejam populares ou não, precisam entender que seus padecimentos decorrem, para além da ‘ordenação e de uma perversa lógica do mundo’, da ausência de políticas públicas, que podem até existir nos papéis, mas não nas práticas sociais. Artistas de teatro: sejam de rua ou de estúdios de televisão, por pagar todos os acachapantes impostos, sobretudo pela venda de sua força de trabalho, é um trabalhador também! Então, não tem tanta gente de prestígio que, feito camelô televisivo, vende de instituição bancária a remédio, passando por empresas do Estado? Artistas estão inseridos nos quadros de produção!
Consideradas todas as singularidades, a luta pelo direito de ocupação das ruas é a mesma pelo atendimento digno em um hospital. Se aqueles que usam as ruas para um ato de comunicação, de interlocução, de prazer e de entretenimento com seus iguais se aproximarem dessa delicada, mas vitalquestão, as táticas podem se transformar em estratégias de ocupação e de democracia.
Eis aí: pode ser um (re)começo!
[1] Professor e pesquisador de teatro.
COM QUANTOS LA-LAUS SE FARIA UM PALCO LEGAL?!
Por Alexandre Mate[1]
Fiz ranger as folhas de jornal, abrindo-lhes as pálpebras piscantes,
E logo
De cada fronteira distante subiu um cheiro de pólvora,
Perseguindo-me até em casa (...)
O mar da história é agitado.
Wladimir Maiakovski.
E então, que quereis?
Alguém tem idéia, de fato, da população da cidade de São Paulo? Quantos somos? Quantas pessoas circulam pelas ruas, avenidas, jardins, praças... da incalculável malha de circulação e, também, viária da cidade? Quantos Severinos buscando uma vida mais digna e humana – apesar dos horrores de injustiça que caracterizam o país; e nele, as grandes cidades –, chegam, por dia, à metrópole? Quantos grupos de teatro da cidade: dos ‘centros às periferias’ apresentam-se tanto nos espaços de representação como nos redimensionados para esse fim? Como terminaria Brecht em um de seus poemas: ‘Tantas histórias. Tantas questões.’
Considerando a imensa população da cidade, e nela tantos a dedicarem-se à prática teatral, seria de esperar que os espaços de representação, de certo modo, fossem proporcionais aos interesses do conjunto de sujeitos interessado nessa linguagem. Afinal, como apregoa a ideologia oficial, tratar-se-ia de uma demanda de mercado: lei de oferta e de procura. Infelizmente, e desde sempre, não é disso que se trata. Manter um espaço institucionalizado, como se sabe, é muito mais difícil do que sua construção. Mas se é difícil a um Estado incompetente e descomprometido com as demandas sociais, tanto criar como manter espaços consagrados aos mais diversos e essenciais serviços à população (e ao ler-se os programas políticos dos partidos pode-se ter uma dimensão, para além da incompetência das tantas mentiras neles impressas), seria ‘natural’ pensar: Bem, o Estado não consegue construir ou manter os espaços prometidos, mas, do mesmo modo, seria ‘natural’ que ele facilitasse aos interessados, a criação desses espaços!
Não é disso, entretanto, que se trata! Ao contrário, para um Estado em que tantas são as promessas em discursos e em palavras impressas apenas, trata-se de impedir, de todos os modos, que a população se reúna para preencher as infinitas lacunas e descompromissos desse Estado.
Senão vejamos: não há teatros suficientes para a quantidade de artistas e postulantes ao trabalho teatral. Construir certos espaços não dá votos! Melhor, então, construir grandes avenidas e tribunais pomposos, cujo metro quadrado é caro, mas, afinal, são edificações necessárias à manutenção de certas práticas necessárias a... Mas não é conveniente discutir esse assunto aqui! Como dizia acima, não há teatros suficientes, mas há uma incalculável malha de circulação de pedestres na cidade. Ótimo, basta apenas, que se marque, de alguma e qualquer forma, no chão uma, e sempre transponível, marca no chão para o fenômeno teatral acontecer... Na cidade de São Paulo as coisas não são tão fáceis assim não! Pensando o quê?! Os legisladores, segundo a propaganda, ‘da maior e mais importante cidade do país’, estão aí para descumprir com suas responsabilidades? Deixar flancos para que a população reconhecesse sua incompetência? Na-na-ni-na-não!!! Ambulantes não têm áreas específicas demarcadas para o seu trabalho? Não são concedidos alvarás exarados por tanta gente séria nos setores da Prefeitura? Os fiscais não têm a incumbência de coibir os excessos e as ilegalidades, cumprindo a lei? Então? Tudo funciona! A produção dos artistas de rua, também! A cidade é grande, mas quem quiser usar metros quadrados da tão conservada e progressista cidade precisa tirar um alvará e pagar por esse uso! Afinal, a cidade é de todos! Imposto? Então, os exorbitantes impostos recolhidos pelo Estado, destinam-se a outros setores: educação, saúde, previdência, transporte... Então, tudo isso não tem funcionado?
Que grande tristeza à nossa volta! Esse estado de calamidade e de descaso caracteriza o caos, a desumanização, a bandidagem, a corrupção..., mas não os salários dos políticos. É polícia batendo em sem-teto: que insiste em invadir prédios abandonados; em professores: que reivindicam melhores salários e condições de trabalho; em estudantes: que lutam contra o aumento da passagem; em torcedores de futebol: que querem que os jogos sejam disputados mais cedo; em artistas de rua: que usam o espaço público sempagar.
Assim como qualquer cidadão, os artistas de rua, sejam populares ou não, precisam entender que seus padecimentos decorrem, para além da ‘ordenação e de uma perversa lógica do mundo’, da ausência de políticas públicas, que podem até existir nos papéis, mas não nas práticas sociais. Artistas de teatro: sejam de rua ou de estúdios de televisão, por pagar todos os acachapantes impostos, sobretudo pela venda de sua força de trabalho, é um trabalhador também! Então, não tem tanta gente de prestígio que, feito camelô televisivo, vende de instituição bancária a remédio, passando por empresas do Estado? Artistas estão inseridos nos quadros de produção!
Consideradas todas as singularidades, a luta pelo direito de ocupação das ruas é a mesma pelo atendimento digno em um hospital. Se aqueles que usam as ruas para um ato de comunicação, de interlocução, de prazer e de entretenimento com seus iguais se aproximarem dessa delicada, mas vitalquestão, as táticas podem se transformar em estratégias de ocupação e de democracia.
Eis aí: pode ser um (re)começo!
[1] Professor e pesquisador de teatro.
terça-feira, 10 de julho de 2007
PROGRAMAÇÃO DA IV OVERDOSE
PROGRAMAÇÃO - IV OVERDOSE
16 DE JULHO DE 2007 - DAS 09:00 ÀS 21:00 H
HOR. GRUPO ESPETÁCULOS
09:00 Abertura
09:15 Cia. do Miolo - SP Ao largo da Memória
10:35 J.E.Tico e seus Fantoches - SP O Fantasma em cena
11:05 Companhia Cristal – SP Acordei com o Cordel
11:40 Off-Sina - RJ Café Pequeno da Silva e Psiu
12:20 Circo Navegador - SP Vaziotrêspontos
12:50 Será o Benidito?! - RJ O Salto
13:25 Trupe Olho da Rua – Santos/SP “Pra lá de Bagdá”
14:25 Teatro da Pateticidade - SP Pois è...
15:35 Circo Branco - SP Lua
16:05 Cirkopardo - Colômbia-Argentina Cirkopardo
17:00 Os Itinerantes - SP O Desejo de Catirina
18:00 The Pambazos Bros – Campinas/SP "La Mutante Varieté"
18:55 Cia. As Marias – S.B.Campo/SP “A Saga do Zé da Fome”
19:35 Daniel Quesadas - México Cus Cus Cirkus
20:30 Buraco d´Oráculo - SP A Farsa do Bom Enganador
INTERVENÇÕES NOS INTERVALOS DA PROGRAMAÇÃO
09:00 às 12:00 Los Patos Quarividências
Toda a programação é gratuita!
16 DE JULHO DE 2007 - DAS 09:00 ÀS 21:00 H
HOR. GRUPO ESPETÁCULOS
09:00 Abertura
09:15 Cia. do Miolo - SP Ao largo da Memória
10:35 J.E.Tico e seus Fantoches - SP O Fantasma em cena
11:05 Companhia Cristal – SP Acordei com o Cordel
11:40 Off-Sina - RJ Café Pequeno da Silva e Psiu
12:20 Circo Navegador - SP Vaziotrêspontos
12:50 Será o Benidito?! - RJ O Salto
13:25 Trupe Olho da Rua – Santos/SP “Pra lá de Bagdá”
14:25 Teatro da Pateticidade - SP Pois è...
15:35 Circo Branco - SP Lua
16:05 Cirkopardo - Colômbia-Argentina Cirkopardo
17:00 Os Itinerantes - SP O Desejo de Catirina
18:00 The Pambazos Bros – Campinas/SP "La Mutante Varieté"
18:55 Cia. As Marias – S.B.Campo/SP “A Saga do Zé da Fome”
19:35 Daniel Quesadas - México Cus Cus Cirkus
20:30 Buraco d´Oráculo - SP A Farsa do Bom Enganador
INTERVENÇÕES NOS INTERVALOS DA PROGRAMAÇÃO
09:00 às 12:00 Los Patos Quarividências
Toda a programação é gratuita!
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